Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu. O medo e o silêncio dificultavam o acesso à informação e ao cuidado. Com o fortalecimento da campanha Setembro Amarelo, essa barreira começou a ser quebrada, permitindo que o tema fosse discutido de forma responsável, ampliando o acesso a informações e recursos de prevenção. Hoje, aprendemos que a educação é uma das principais medidas preventivas.
Com esse propósito, o Centro Integrado de Saúde Irmã Dulce (CISID) promoveu, na quinta-feira (18), uma roda de conversa com pacientes e acadêmicos dos cursos de Medicina e Odontologia do UNI-CET. O encontro foi conduzido pela psicóloga Kátia Cilene, que trouxe reflexões importantes sobre a valorização da vida e a importância de buscar ajuda diante do sofrimento emocional.
O momento foi marcado pela escuta atenta, pelo acolhimento e pela partilha de experiências, reforçando que cuidar da saúde mental é essencial para uma vida com mais qualidade. Durante a conversa, a psicóloga destacou a relevância da prevenção e do acesso ao cuidado especializado. “Nós precisamos desenvolver ações que contribuam para a conscientização de que o suicídio pode ser evitado. As pesquisas mostram que, de cada 10 casos, 9 podem ser prevenidos. E, se houver necessidade de acompanhamento especializado, o CISID oferece atendimento psiquiátrico. Não tenha vergonha de pedir ajuda. A sua vida importa, você é importante”, ressaltou Kátia Cilene.
A paciente Lúcia Teixeira, que participou da atividade enquanto aguardava atendimento, destacou a importância da iniciativa. “Gostei muito da palestra da psicóloga Kátia, porque ela esclareceu muitas questões sobre um tema que faz parte do nosso convívio e da nossa realidade hoje. Muitas situações que vivemos podem ser superadas com o apoio de recursos que clínicas como o CISID oferecem para a nossa recuperação psíquica e emocional”, afirmou.
A ação integra o conjunto de iniciativas do CISID voltadas à promoção da saúde integral e reafirma o compromisso da instituição com o cuidado humanizado. Experiências como essa fortalecem vínculos, ampliam a conscientização e reforçam uma mensagem essencial: cada vida importa e merece cuidado.
Prevenção do suicídio
É importante estar atento a sinais como isolamento social, mudanças marcantes de comportamento, perda de interesse por atividades antes prazerosas, descuido com a aparência, queda no desempenho escolar ou profissional, alterações no sono e no apetite, além de falas como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer”, que podem indicar a necessidade de ajuda.
O apoio pode vir de amigos, familiares, colegas de trabalho ou escola, professores e pessoas próximas. Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso por meio de voluntários capacitados.
Para conversar com um voluntário do CVV, ligue 188. Atendimento gratuito, 24 horas por dia.